Prevenir o envelhecimento precoce com a alimentação.


Créditos da imagem @Sarashakeel

Desde os primórdios da Medicina que se assume o alimento como medicamento por excelência. O que se come e a frequência com que se come influencia em larga escala o funcionamento do organismo, quer seja para otimizar a saúde, mas também e, infelizmente constatável na sociedade moderna, para a degradação da mesma, visível pelas doenças associadas ao estilo de vida.


Impedir o envelhecimento precoce é otimizar as funções bioquímicas e hormonais, assim como evitar a oxidação por radicais livres e diminuir os níveis de inflamação sistémica através das mais diversas formas. Assim, será possível melhorar o aspeto da pele, contribuir para uma boa densidade mineral óssea, evitar a sarcopénia (perda de massa muscular associada à idade), manter a líbido estável, os níveis de energia e as funções cognitivas adequadas, além de melhorar o metabolismo.


Esta pode parecer uma promessa falaciosa, mas acredito que conhece pessoas “bem conservadas”. Já tentou olhar para o seu estilo de vida? Alguma destas situações são frequentes no seu dia-a-dia: exercício físico, estímulo cognitivo diário, socializam com outras pessoas frequentemente, combatem o stress do dia-a-dia, têm uma atitude positiva, têm uma alimentação regrada, bebem muita água.


Falemos então da alimentação anti-envelhecimento ou, se preferir, chamemos-lhe alimentação “funcional”. A ciência já nos brindou com alguma matéria que nos orienta no sentido de atrasar o envelhecimento com a alimentação. Um aporte calórico adequado, e ousaria dizer que uma ligeira restrição calórica, tem provas dadas no atraso do envelhecimento celular. Outra grande mudança que surtirá efeito é baixar a carga glicémia da sua alimentação, sobretudo a quantidade de açúcar que ingere. Os AGE (advanced glycation end products) são proteínas e lípidos do organismo que se tornam “glicosilados” derivados de uma glicémia permanentemente (ou intermitentemente) elevada ao longo da vida. É como se o corpo ficasse em “ponto de caramelo”. Com o passar do tempo surgem doenças degenerativas e crónicas decorrentes desta glicosilação, como a aterosclerose, doença renal crónica, diabetes, doença de Alzheimer. Diria que estes são os dois grandes pilares da dieta funcional, além de fugir dos alimentos processados e optar, sempre que possível, por alimentos de origem orgânica.


Seguem então alguns conselhos para incorporar na sua rotina a dieta anti-envelhecimento:


Adicionar alguns frutos secos: amêndoas (pela vitamina E), nozes (pelo ómega 3) e castanhas do pará (pelo selénio). Pode acrescentar em saladas, iogurtes, sopas, cereais ou usá-los como manteiga, triturando-os. Estes componentes são fortes anti-oxidantes, tendo um papel relevante na prevenção da doença de Alzheimer e de Parkinson.

Consumo de peixe, principalmente peixe gordo de alto mar, por exemplo sardinhas, salmão, cavalas e atum. São ricos em ácidos gordos essenciais, que diminuem o risco de aterosclerose, são cardioprotectores e protegem o sistema nervoso.

Consumir frutas, principalmente aquelas com menos açúcar. Por exemplo: frutos vermelhos, maçãs, pêssegos, alperces, côco e abacate. As laranjas e as toranjas, ricas em flavonóides, têm o importante papel de redução do colesterol-LDL e dos triglicéridos.

Como gordura, utilize o óleo de côco para cozinhar e o azeite para temperar.


Ter sempre vegetais no prato. Consumir tomate, rico em licopeno, legumes de folha verde escura (couve portuguesa e couve lombarda, espinafres), ricos em luteína e zeaxantina, componentes que atrasam o processo degenerativo das células. Prepare-os levemente cozidos (a vapor, por exemplo), salteados ou mesmo crus, de forma a preservar os seus nutrientes.


As leguminosas também são boas aliadas, como as ervilhas, feijão e grão.


Os cereais integrais ajudam a manter uma glicemia estável ao longo do dia. Consuma em doses moderadas a baixas a quinoa, millet, aveia, trigo sarraceno e arroz.


Otimize a sua dieta com infusões de ervas, por exemplo chá verde e chá preto, ricos em polifenóis que diminuem o stress oxidativo.


Para dar sabor, recorra ao cacau magro em pó, canela do ceilão, açafrão, vários tipos de pimentas e ervas aromáticas. Evite sal refinado e molhos industrializados.


Como vê, uma dieta anti-envelhecimento é rica em produtos da terra, em alimentos de origem animal de boa qualidade, alguma gordura, alguns cereais integrais. É mais fácil do que parece aderir a este tipo de alimentação e com o passar do tempo vai sentir, de certo, resultados. Previna já hoje o envelhecimento precoce. Para mais esclarecimentos acerca desta dieta e para um plano nutricional completo, contate-nos e agende uma consulta de emagrecimento com a Dra. Catarina Santos.


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